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Pesquisa sobre biodiversidade na América Latina é três vezes mais intensa que a média global, diz relatório da Elsevier

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 15 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Foto: Pixabay

biodiversidade
Brasil e México respondem por 58% da pesquisa em biodiversidade na América Latina, segundo relatório da Elsevier

A América Latina, apesar de contribuir com uma parcela menor na pesquisa global em comparação com outras regiões em números absolutos, é três vezes mais ativa em pesquisa sobre biodiversidade do que a média global. Ou seja, proporcionalmente à sua produção científica considerando todas as áreas de estudo, os latino-americanos dedicam uma atenção significativamente maior à biodiversidade. É o que revela novo relatório da editora acadêmica Elsevier publicado nesta terça (15).


Segundo o levantamento, a América Latina é responsável por 11% da produção científica mundial em biodiversidade, com Brasil e México como os principais expoentes, respondendo por 58% da pesquisa latino-americana. Entre as 30 universidades mais produtivas em biodiversidade na América Latina, 20 são do Brasil, sendo que Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) compõem o Top 5.


O estudo baseou-se na análise da produção científica de diferentes países e regiões, utilizando indicadores como o número de publicações e citações em periódicos acadêmicos. A metodologia considerou também a participação em colaborações internacionais, um aspecto crucial para a pesquisa em biodiversidade.


A Europa contribui com 32% de toda a pesquisa em biodiversidade, muito à frente de Estados Unidos e Canadá (17%) e do Leste Asiático (16%, incluindo a China). Em termos relativos, além da América Latina, também se destaca a África, que publica duas vezes a média global.


A pesquisa em biodiversidade tem um impacto significativo na formulação de políticas ambientais globais. Esses trabalhos são citados em 10% dos documentos de políticas, o que é três vezes maior do que para pesquisas em todas as disciplinas. Destacam-se neste quesito a Australásia (com 20%) e os Estados Unidos e Canadá (com 15%). Na América Latina, 8,5% das pesquisas em biodiversidade são citadas em documentos de políticas, substancialmente superior aos 3,7% de todas as pesquisas originadas da região.


A América Latina está em uma posição única para liderar os esforços globais de conservação, avalia o pesquisador Mauro Galetti, do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Com a maior diversidade biológica do planeta, os pesquisadores latino-americanos são essenciais para o desenvolvimento de novas políticas que protejam efetivamente essa biodiversidade inestimável”, comenta.


O relatório antecipa as discussões previstas para a COP 16 de Biodiversidade, que ocorrerá em Cali, na Colômbia, a partir de 21 de outubro, sobre o papel da América Latina na produção de conhecimento nessa área. “É uma ótima notícia que a pesquisa em biodiversidade na América Latina reflita a riqueza da natureza da região. O grau de citação em políticas públicas acima da média geral também é algo a ser celebrado, trazendo a esperança de uma crescente conscientização pela sustentabilidade, tão necessária”, completa Dante Cid, vice-presidente de Relações Acadêmicas da América Latina da editora Elsevier.


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