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Pesquisa revela potencial de árvores frutíferas de Brasília no combate à insegurança alimentar

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 2 de dez. de 2024
  • 3 min de leitura

Com 950 mil exemplares e 35 espécies, frutas amplamente disponíveis em locais públicos podem nutrir população de modo sustentável

Foto: Divulgação

Brasília abriga um grande pomar a céu aberto, com mais de 950 mil exemplares de árvores frutíferas de 35 espécies. A partir desta diversidade de recursos naturais, estudante de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB) buscou identificar o pomar urbano como aliado no combate à insegurança alimentar da população vulnerável. O resultado da pesquisa foi surpreendente: com práticas simples, como o aproveitamento integral de frutas, o Distrito Federal pode combater a insegurança alimentar e se tornar referência em nutrição sustentável. 


Nas superquadras da capital, é possível colher, em diferentes épocas do ano, frutas como abacate, acerola, açaí, amêndoa, amora, cajá-manga, caju, carambola, goiaba, graviola, jaboticaba, jambo, jamelão, jaca, manga, nêspera, pitanga, pitomba, romã, tamarindo, uva-do-pará, araçá, baru, cagaita, cajá, ingá, jatobá e pequi. Já no Parque da Cidade, podem ser encontradas espécies adicionais, como limão, jenipapo e oiti. 


Focada no aproveitamento integral destes alimentos, com o uso de partes não convencionais, como cascas, a pesquisadora Camila Faeda testou a aceitação e viabilidade do consumo de ingredientes sustentáveis e acessíveis. "Ao incorporar ingredientes ricos em nutrientes, se evita a compra de produtos industrializados ou suplementos mais caros. Para famílias vulneráveis, onde cada real faz diferença, transformar resíduos em refeições nutritivas é uma estratégia para garantir alimentos acessíveis e combater o desperdício", destaca Faeda. 


A partir da análise de literatura e experiência sensorial com uma das frutas presentes nos locais públicos da cidade, a escolha da manga se deu pela abundância em Brasília e pelo alto valor nutricional e versatilidade em receitas culinárias. "As mangueiras espalhadas pela capital fornecem um recurso alimentar riquíssimo, mas que muitas vezes é subutilizado", alerta Camila. 


Após a escolha do fruto, foi desenvolvida uma receita de bolo de casca de manga para a experiência sensorial de degustação para voluntários adultos de 20 a 60 anos. Essa etapa consistiu em desenvolver uma receita simples, facilitando a adoção e promoção de alimentação mais saudável e sustentável para famílias de diferentes contextos. "O bolo oferece fibras, antioxidantes e compostos que beneficiam o organismo. A ideia foi criar uma receita composta por ingredientes baratos e fáceis de encontrar. São todos disponíveis em cestas básicas". 


Segundo Camila Faeda, a aceitação positiva do bolo de casca de manga sugere que tais práticas não só são viáveis, mas podem ser bem recebidas pela comunidade e implementadas em políticas públicas no combate à fome. "Com práticas simples, como o aproveitamento das cascas de manga, a região não só pode combater a insegurança alimentar, mas também se tornar referência em nutrição sustentável, inspirando outras regiões a fazer o mesmo", frisa. 


Frutos no combate à insegurança alimentar


Para expandir o impacto da pesquisa, Camila Faeda afirma ser essencial promover, por meio de políticas públicas, oficinas culinárias gratuitas, ensinando famílias a usar partes não convencionais dos alimentos. "Programas escolares podem integrar o tema em atividades e merendas, sensibilizando as novas gerações. Campanhas educativas podem destacar os benefícios nutricionais e econômicos dessas práticas. Já parcerias com supermercados e feiras livres podem oferecer alimentos que seriam descartados a preços acessíveis", reforça a pesquisadora. 


Para Paloma Popov, orientadora do projeto e professora de Nutrição do CEUB, a metodologia utilizada é adaptável a diferentes contextos urbanos, ou seja, em outras cidades com diversidade de espécies frutíferas. "É importante identificar os alimentos mais comuns em cada região. Por exemplo, onde a manga não é comum, cascas de banana, sementes de abóbora ou talos de vegetais podem ser alternativas", completa a orientadora. 


RECEITA BOLO DE CASCA DE MANGA


Ingredientes:

Casca de manga: 250 g (1 unidade)

Polpa de manga: 150 g (1 unidade)

Farinha de trigo: 240 g (2 xícaras)

Açúcar: 200 g (1 xícara)

Óleo vegetal: 120 mL (½ xícara)

Leite: 240 mL (1 xícara)

Ovos: 100 g (2 unidades)

Fermento em pó: 10 g (1 colher de sopa)


Modo de preparo:

- Preaqueça o forno a 180°C e unte uma forma de bolo.

- No liquidificador, bata as cascas de manga com o leite e o óleo até obter uma mistura homogênea.

- Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo e o açúcar.

- Adicione a mistura seca à polpa de manga e às cascas batidas, mexendo bem até incorporar todos os ingredientes.

- Adicione os ovos à mistura e mexa até obter uma massa lisa. Por último, acrescente o fermento em pó e misture delicadamente.

- Despeje a massa na forma untada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.

- Deixe esfriar antes de desenformar e servir.


Rendimento: 8 porções

Custo total: R$ 5,50

Custo por porção: R$ 0,69

Tempo do Pré-preparo: 10 minutos

Tempo de Preparo: 40 minutos

 

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