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Os impactos financeiros das crises ambientais

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 29 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura


Os eventos climáticos extremos serão o principal risco na gestão corporativa dentro de um prazo de 10 anos. Isso é o que aponta o último relatório de Riscos Globais do World Economic Forum, que corrobora também com as perdas financeiras decorrentes desses eventos ao longo de 2023 - foram US$ 380 bilhões, e o pior, 95 mil vidas perdidas. Os impactos da mudança do clima atingem o mercado em diversos aspectos socioeconômicos, como a disponibilidade hídrica, a produção de alimentos, as cidades e suas infraestruturas, a saúde, o ecossistema e a biodiversidade.


Os números não são nada otimistas. Pesquisas recentes apontam para uma perda de renda anual global estimada em US$ 38 trilhões. Isso porque, segundo o relatório apresentado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 3,3 bilhões de pessoas vivem em contextos altamente vulneráveis à esta mudança climática.

“Somente na habitação, a revista The Economist divulgou uma previsão de US$ 25 trilhões em contas, devido ao aumento do nível do mar. De uma forma bem direta, teremos um forte impacto na moradia, na alimentação e na renda da população, o que causará um colapso socioeconômico se não tomarmos as medidas agora”, afirma Claudinei Elias, Partner e CEO Global da Ambipar ESG. 


Bancos e investidores devem “fugir” de empresas vulneráveis a riscos climáticos


A partir de 2026, todas as empresas brasileiras de capital aberto deverão, obrigatoriamente, publicar relatórios de risco climáticos, demandando análises com critérios e modelos científicos. Isso reforça ainda mais a tendência que já vem sendo construída no mercado, de que os detentores de capital, sejam bancos ou investidores, devam demandar cada vez mais informações às empresas e repensar a saúde financeira de organizações vulneráveis às mudanças climáticas.


“Esse é um caminho sem volta, já praticado no mundo todo por empresas de capital tanto aberto quanto fechado. Nos próximos anos, será possível fazer análises de risco e retorno com a variável do clima para compararmos diferentes corporações. Ou seja, qualquer empresa hoje, seja ela pequena, média ou grande, deve tomar conhecimento do seu nível de exposição e tomar ações mitigatórias para evitar a escassez de capital em suas operações”, enfatiza Elias.


Como as empresas devem fazer a avaliação de riscos climáticos?


Atualmente, mais de 20 entidades científicas que compõem o Coupled Model Intercomparison Projects (CMIP) fornecem cenários e projeções de emissões de gases do efeito estufa, cruzando com informações tecnológicas e de crescimento populacional, trazendo simulações para produzir modelos climáticos futuros. Neste sentido, o CEO Global da Ambipar ESG diz que estes dados podem ser utilizados de maneira integrada para realizar análises gerais.


No agronegócio, por exemplo, entender os volumes simulados de precipitação diária extrema ou a quantidade de dias muito quentes, atreladas ao tipo de solo e ao relevo, pode ser vital para se projetar a capacidade produtiva no médio prazo.


“Aplicando estes modelos científicos, é possível estimar como cada uma das ameaças - secas, inundações, incêndios, terremotos, ciclones, entre outras — pode impactar as operações, seja sobre os seus ativos ou sobre a sua cadeia de valor”, conta Elias. As mudanças climáticas já são uma realidade e a sociedade, empresas e governos, entraram em uma corrida contra o tempo.

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