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Mecanização de pequenas propriedades rurais deve elevar a produção de alimentos na agricultura familiar brasileira

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 16 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura
Intercâmbio do MST e Consórcio Nordeste com técnicos da Universidade Agrícola da China traz tecnologia acessível para a mecanização de pequenas propriedades rurais no Brasil
 Foto: Afonso Bezerra/Brasil de Fato
mecanização de pequenas propriedades rurais
Microtrator chinês em teste realizado na demonstração de mecanização de pequenas propriedades rurais, no Rio Grande do Norte

No período de 31 de janeiro a 2 fevereiro, o município de Mossoró, no rio Grande do Norte, recebeu demonstrações tecnológicas e de baixo custo para implementar a agricultura familiar, numa integração entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Consórcio Nordeste e a Universidade Agrícola da China. O governo chinês quer formalizar com o governo brasileiro condições de acesso para a chegada de equipamentos para mecanização de pequenas propriedades rurais.

O ato demonstrativo contou com 33 máquinas produzidas pela indústria chinesa, sendo que 11 equipamentos foram entregues ao MST para utilização e testagens de eficiência nos diferentes tipos de solos e sistemas produtivos. Esses testes acontecerão em assentamentos nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Maranhão. Os pequenas e micros tratores são equipados para todo tipo de ação de campo como nivelamento de solo, gradeamento, escavação, perfuração, plantadeiras, colheitadeiras e transporte basculante.

Pelo acordo formalizado em 2022, a primeira ação seria esse ato demonstrativo com a chegada de máquinas para um período de testes, onde serão identificados quais itens dos equipamentos serão mais apropriados para a rotina de produção agrícola em solo brasileiro. Num primeiro momento, as máquinas serão importadas, mas a pretensão futura da China é instalar unidades de produção desses equipamentos aqui no Brasil.

Esses primeiros equipamentos foram doados pela China para o Consórcio Nordeste e entregues para a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Norte e serão transferidas para pequenos agricultores fazerem a utilização em forma de testes.

Em vídeo divulgado na internet, José Pedro Stedile, da direção nacional do MST, destacou que a China possui amplo conhecimento prático com a mecanização agrícola de pequenas propriedades, o que eleva a produtividade e torna o cultivo mais competitivo. “A China tem cerca de 8 mil indústrias destinadas a produção de equipamentos para pequenas propriedades rurais, enquanto que no Brasil existem apenas quatro fábricas de tratores, multinacionais, e destinadas para a agricultura de grande porte”, enfatizou Stedile.

Para Alexandre Lima, do Consórcio Nordeste, essa parceria possibilitará tecnificação do setor rural, beneficiando diretamente a pequena propriedade rural nordestina que representa 50% da agricultura familiar no Brasil.


Com a utilização desses equipamentos e máquinas adaptáveis para a agricultura familiar, o objetivo é intensificar e qualificar a produção de alimentos saudáveis. No Brasil, a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos, conforme levantamento do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2023).

A parceria conta com apoio da Associação Internacional para a Cooperação Popular (AICP), da Universidade Agrícola da China, da Associação de Fabricantes de Máquinas Agrícolas e do governo federal, que oferece financiamento a partir do programa Mais Alimentos.

Na visão de Bárbara Loureiro, do setor de produção do MST, é preciso destacar o papel da agricultura camponesa no combate à fome. “Precisamos produzir alimentos saudáveis em larga escala e, para isto, é necessário que se enfrente o tema das inovações tecnológicas”, afirmou Loureiro.

Por Solano Ferreira | Mundo e Meio

Com informações do MST

 


Vídeo: Brasil de Fato

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