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Associação Caatinga lança documentário sobre desenvolvimento sustentável no semiárido

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 16 de jul. de 2024
  • 4 min de leitura

A Associação Caatinga lançou, na última quinta-feira (11), o documentário "NCC: Histórias de Mudança". A trama, que está disponível gratuitamente no YouTube (Link), conta a história do projeto "No Clima da Caatinga (NCC)", uma iniciativa que realiza ações no semiárido nordestino para desenvolver comunidades rurais por meio da conservação do meio ambiente. 

Foto: Divulgação

caatinga
O documentário homenageia o encerramento da quarta fase do No Clima da Caatinga, que durou três anos, de 2021 a 2024.

A obra é protagonizada por duas mulheres sertanejas: Elisabete Soares e Antonia Gomes. Ambas são participantes do projeto "No Clima da Caatinga", que é realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Ao longo do tempo, por meio do projeto, elas foram apoiadas com a instalação em suas residências de tecnologias sociais de convivência com o semiárido, como as cisternas de placa, fogões ecoeficientes e sistema bioágua, equipamento que reutiliza a 'água cinza', que vem da pia, máquina de lavar e chuveiro para irrigar hortaliças, frutas e jardins. Além disso, participaram ativamente de outras iniciativas, como o programa de educação ambiental, que envolve um conjunto de ações que buscam, em sincronia com as outras linhas de atuação do projeto, contribuir para a criação de oportunidades socioeconômicas, além de promover a resiliência climática e o bem-estar dessas famílias. 


Para o coordenador geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes, o documentário é uma ferramenta útil para mostrar ao público como os povos da Caatinga podem se desenvolver sem degradar o bioma. "O documentário traz um apanhado sobre como o projeto atua na conservação da Caatinga ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento local sustentável de famílias do semiárido, o que fica ainda mais especial, visto que a obra é apresentada por duas sertanejas incríveis", afirma. 


Dona Elisabete e Dona Antonia, como são mais conhecidas na região, moram em Jatobá Medonho, uma comunidade rural situada nos arredores da Reserva Natural Serra das Almas, unidade de conservação localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Essa área protegida tem 6.285 hectares de extensão e é gerenciada pela Associação Caatinga. 


Dessa forma, tanto Dona Elizabeth quanto Dona Antonia estão no raio de atuação do No Clima da Caatinga, uma vez que as ações do projeto alcançam as 40 comunidades rurais que estão ao redor da Serra das Almas. A iniciativa é executada por meio de 7 linhas de atuação: criação e gestão de áreas protegidas, restauração florestal, fomento a políticas públicas, distribuição de tecnologias sustentáveis, educação ambiental, comunicação e pesquisa científica. 


Projeto No Clima da Caatinga 


Realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto No Clima da Caatinga tem o objetivo de diminuir os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido, a partir do desenvolvimento de um modelo integrado de conservação da Caatinga. 


O projeto vem sendo realizado desde 2011. O documentário, contudo, homenageia o encerramento da quarta fase do No Clima da Caatinga, que durou três anos, de 2021 a 2024. Durante esse período, a iniciativa alcançou diversos marcos para a região semiárida. Ao total, o projeto alcançou diretamente 33.309 pessoas por meio de ações socioambientais, criou duas unidades de conservação, realizou o plantio de 10.100 mudas, contribuiu para a proteção de espécies ameaçadas de extinção, como o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), a guariba-da-caatinga (Alouatta ululata) e a onça-parda (Puma concolor), bem como proporcionou, por meio da preservação da Reserva Natural Serra das Almas, 1.647.245 toneladas de carbono estocado e o escoamento evitado de 4.8 bilhões de litros de água por ano, o que equivale ao abastecimento de 300 mil cisternas de placa com capacidade de armazenamento de 16 mil litros cada uma. 


Além disso, o projeto distribuiu tecnologias sociais, como cisternas de placas, canteiros biosépticos e meliponários, para os moradores das comunidades do entorno da Serra das Almas. "As tecnologias disseminadas não só contribuem para a conservação ambiental, mas também trazem geração de renda e segurança hídrica e resiliência à crise climática para as famílias", explica Daniel Fernandes. 


O projeto também realizou ações de educação ambiental, como exposições, sessões de cinema e teatros de fantoches, nas comunidades. Um dos destaques foram os 'Encontros de Suporte à Primeira Infância' para pais e responsáveis, com o objetivo de auxiliá-los no desenvolvimento infantil de crianças e adolescentes. Os encontros foram conduzidos por uma psicóloga, que apresentou novas formas de lidar com questões familiares. Outro destaque foi o 'Curso de Empreendedorismo Feminino'. A atividade teve como objetivo promover o empreendedorismo feminino e incentivar o debate sobre a equidade de gênero. 


A incidência em políticas públicas também é destaque no projeto. Nesta fase, foi realizado a segunda edição do seminário Incentivos Econômicos para Conservação da Natureza, culminando na promulgação da Lei Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais no estado do Ceará. 


Resultados do projeto


  • 33.309 pessoas alcançadas diretamente pelas ações do projeto;

  • 02 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) criadas;

  • 04 RPPNs apoiadas com a implementação dos planos de manejo;

  • 6.347,08 hectares protegidos;

  • 1.647.245 toneladas de carbono estocado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA);

  • 01 trilha acessível construída na RNSA;

  • Proteção de espécies da fauna e da flora da Caatinga, como o tatu-bola, a guariba-da-caatinga e a onça-parda;

  • 07 microbacias hidrográficas abrangidas;

  • 11,7 hectares restaurados e enriquecidos;

  • 10.100 mudas de espécies nativas plantadas;

  • 118 tecnologias sociais implementadas (11 meliponários, 20 cisternas de placas, 75 canteiros biosépticos e 12 banheiros);

  • 4,8 bilhões de litros d'água de escoamento evitado por ano na RNSA;

  • 744.000 litros de água reutilizada por meio de sistema bioágua;

  • 1.868.000 litros de água captados em cisternas de placa;

  • 356 horas de formações diversas.

  • 75 famílias envolvidas nos encontros de suporte à primeira infância;

  • 36 mulheres capacitadas em gênero, meio ambiente e empreendedorismo;

  • Entre outros.


Sobre a Associação Caatinga 


A Associação Caatinga (AC) foi fundada no Ceará em 1998 com o apoio do Fundo Samuel Johnson para a Conservação da Caatinga, tendo a missão de conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. É uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, que atua há 25 anos na conservação e valorização da única floresta exclusivamente brasileira, ameaçada e que concentra a maior biodiversidade entre as regiões semiáridas do planeta. 

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