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Adubação verde: técnica milenar ganha destaque na agricultura sustentável

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 25 de mar.
  • 2 min de leitura

Prática reduz custos e protege o solo, com aplicação em Cerrado e Mata Atlântica

Divulgação: Associação Ambientalista Copaíba
Divulgação: Associação Ambientalista Copaíba

A adubação verde, técnica agrícola reconhecida desde o século XIX, está em alta no Brasil como solução para aumentar a fertilidade do solo e reduzir a dependência de insumos químicos. Criada pelos romanos para otimizar plantações, a prática consiste no cultivo de plantas específicas junto às lavouras, melhorando a estrutura do solo e a produtividade. Com o crescimento da agricultura regenerativa, ela se tornou aliada de projetos de restauração ecológica, como os da Associação Ambientalista Copaíba, que atua na Mata Atlântica.


A adubação verde oferece vantagens ambientais e econômicas:


  • Fixação de nitrogênio: Leguminosas como crotalária e guandu capturam o nutriente atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos.

  • Proteção contra erosão: A cobertura vegetal evita a desagregação do solo por chuva e vento, preservando nutrientes.

  • Descompactação do solo: Raízes profundas de plantas como milheto e girassol melhoram a aeração e a retenção de água.

  • Controle de plantas daninhas: A densidade da cobertura reduz a competição por recursos, minimizando herbicidas.

  • Aumento da matéria orgânica: A decomposição das plantas enriquece o solo, favorecendo a microbiota benéfica.


Casos de sucesso no Brasil


No Cerrado, a prática é comum em lavouras de soja e milho, onde leguminosas repõem nitrogênio e elevam a produtividade. Já na Mata Atlântica, a Copaíba utiliza guandu e outras espécies para restaurar áreas degradadas. Ana Paula Balderi, Coordenadora de Restauração Ecológica da instituição, destaca:


“A adubação verde é essencial para a restauração ecológica. Ao usar plantas que fixam nitrogênio e melhoram a estrutura do solo, reduzimos a necessidade de insumos químicos e fortalecemos ecossistemas. Isso beneficia agricultores e conserva a biodiversidade”.


Dicas para implementar a técnica


  1. Seleção de espécies:

    Leguminosas (crotalária, feijão-de-porco) para fixação de nitrogênio.

    Plantas com raízes profundas (milheto, girassol) para descompactação.

    Guandu: indicado para áreas degradadas, por seu porte arbustivo e capacidade de proteger mudas.


  2. Época de plantio:

    Entressafra ou rotação: planeje o cultivo para não competir com as lavouras principais.

    Respeite as estações: adapte o plantio ao clima local.


  3. Manejo e incorporação:

    Roçar e deixar na superfície: forma cobertura morta, reduzindo erosão.

    Incorporar ao solo: libera nutrientes e aumenta a matéria orgânica.



    Por Agro Em Campo


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